NR 15

Resumo NR 15: Atividades e Operações Insalubres

Tenha acesso aos tópicos importantes desta norma através de um resumo da NR 15 – Atividades e operações insalubres! Conteúdo Atualizado e Esquematizado, com destaques dos termos importantes.

Nesse artigo você vai aprender mais sobre:

1. Qual o percentual de insalubridade;

2. Quem determina a insalubridade;

3. Quais requisitos para trabalho sob ar comprimido;

4. Quais são as competências do empregador;

5. E muito mais…

Limite de Tolerância

Entende-se por “Limite de Tolerância“, para os fins desta Norma, a concentração ou intensidade máxima ou mínima, relacionada com a natureza e o tempo de exposição ao agente, que não causará dano à saúde do trabalhador, durante a sua vida laboral.

Adicional de Insalubridade

O exercício de trabalho em condições de insalubridade, de acordo com os subitens do item anterior, assegura ao trabalhador a percepção de adicional, incidente sobre o salário mínimo da região, equivalente a:

  • 40% para insalubridade de grau máximo;
  • 20% para insalubridade de grau médio;
  • 10% para insalubridade de grau mínimo;

DICA: O valor é fixado sobre o salário mínimo da região. Por exemplo, se o funcionário recebe um salário de R$ 2.000,00 e o salário mínimo da região e de R$ 1.300,00, o cálculo terá por base os R$ 1.300,00.

Nesse exemplo, se a insalubridade for de grau mínimo, o funcionário receberá R$ 130,00. Pois corresponde a 10% de R% 1.300,00.

No caso de incidência de mais de um fator de insalubridade, será apenas considerado o de grau mais elevado, para efeito de acréscimo salarial, sendo vedada a percepção cumulativa.

A eliminação ou neutralização da insalubridade determinará a cessação do pagamento do adicional respectivo.

Cabe à autoridade regional competente em matéria de segurança e saúde do trabalhador, comprovada a insalubridade por laudo técnico de engenheiro de segurança do trabalho ou médico do trabalho, devidamente habilitado, fixar adicional devido aos empregados expostos à insalubridade quando impraticável sua eliminação ou neutralização.

Ruído de Impacto

 

nr 15 resumo

 

a) Entende-se por ruído de impacto aquele que apresenta picos de energia acústica de duração inferior a 1 segundo, a intervalos superiores a 1 segundo.

b) Os níveis de impacto deverão ser avaliados em decibéis (dB), com medidor de nível de pressão sonora operando no circuito linear e circuito de resposta para impacto.

As leituras devem ser feitas próximas ao ouvido do trabalhador.

O limite de tolerância para ruído de impacto será de 130 dB (linear).

Nos intervalos entre os picos, o ruído existente deverá ser avaliado como ruído contínuo.

Em caso de não se dispor de medidor do nível de pressão sonora com circuito de resposta para impacto, será válida a leitura feita no circuito de resposta rápida (FAST) e circuito de compensação “C”. Neste caso, o limite de tolerância será de 120 dB(C).

Exposição ao Calor

A exposição ao calor deve ser avaliada através do “Índice de Bulbo Úmido Termômetro de Globo” – IBUTG definido pelas equações que se seguem:

Ambientes internos ou externos sem carga solar: IBUTG = 0,7 tbn + 0,3 tg

DICA: Para ambientes SEM carga solar, usa-se menor. Ou seja – IBUTG = 0,7 tbn + 0,3 tg

Ambientes externos com carga solar: IBUTG = 0,7 tbn + 0,1 tbs + 0,2 tg

DICA: Para ambientes COM carga solar, usa-se maior. Ou seja – IBUTG = 0,7 tbn + 0,1 tbs + 0,2 tg

Onde:

  • tbn = temperatura de bulbo úmido natural
  • tg = temperatura de globo
  • tbs = temperatura de bulbo seco.

EXEMPLO: Em um ambiente de trabalho com carga solar foi encontrado o tbn 25ºC, tbs 28ºC e tg 30ºC. Qual o IBUTG?

RESPOSTA: 25 x 0,7 + 28 x 0,1 + 30 x 0,2 = 17,5 + 2,8 + 6 = 26,3

IBUTG Médio ponderado

IBUTG MÉDIO

Ar Comprimido

 

condições hiperbáricas

 

O trabalhador não poderá sofrer mais que uma compressão num período de 24 horas.

Durante o transcorrer dos trabalhos sob ar comprimido, nenhuma pessoa poderá ser exposta à pressão superior a 3,4 kgf/cm2, exceto em caso de emergência ou durante tratamento em câmara de recompressão, sob supervisão direta do médico responsável.

A duração do período de trabalho sob ar comprimido não poderá ser superior:

  • 8  horas, em pressões de trabalho de 0 a 1,0 kgf/cm2;
  • 6 horas em pressões de trabalho de 1,1 a 2,5 kgf/cm2;
  • 4 horas, em pressão de trabalho de 2,6 a 3,4 kgf/cm2.

Após a descompressão, os trabalhadores serão obrigados a permanecer, no mínimo, por 2 horas, no canteiro de obra, cumprindo um período de observação médica.

Para trabalhos sob ar comprimido, os empregados deverão satisfazer os seguintes requisitos:

a)  ter mais de 18  e menos de 45 anos de idade;

b) ser submetido a exame médico obrigatório, pré-admissional e periódico, exigido pelas características e peculiaridades próprias do trabalho;

c) ser portador de placa de identificação, de acordo com o modelo anexo (Quadro I), fornecida no ato da admissão, após a realização do exame médico.

Em relação à supervisão médica para o trabalho sob ar comprimido, deverão ser observadas as seguintes condições:

a) sempre que houver trabalho sob ar comprimido, deverá ser providenciada a assistência por médico qualificado, bem como local apropriado para atendimento médico;

b) todo empregado que trabalhe sob ar comprimido deverá ter uma ficha médica, onde deverão ser registrados os dados relativos aos exames realizados;

c) nenhum empregado poderá trabalhar sob ar comprimido, antes de ser examinado por médico qualificado, que atestará, na ficha individual, estar essa pessoa apta para o trabalho;

d) o candidato considerado inapto não poderá exercer a função, enquanto permanecer sua inaptidão para esse trabalho;

e) o atestado de aptidão terá validade por 6 meses;

f) fazem caso de ausência ao trabalho por mais de 10 dias ou afastamento por doença, o empregado, ao retornar, deverá ser submetido a novo exame médico.

Vibração

Caracteriza-se a condição insalubre caso seja superado o limite de exposição ocupacional diária a VMB correspondente a um valor de aceleração resultante de exposição normalizada (aren) de 5 m/s 2.

Caracteriza-se a condição insalubre caso sejam superados quaisquer dos limites de exposição ocupacional diária a VCI:

a) valor da aceleração resultante de exposição normalizada (aren) de 1,1 m/s 2;

b) valor da dose de vibração resultante (VDVR) de 21,0 m/m/s 1,75.

Frio

As atividades ou operações executadas no interior de câmaras frigoríficas, ou em locais que apresentem condições similares, que exponham os trabalhadores ao frio, sem a proteção adequada, serão consideradas insalubres em decorrência de laudo de inspeção realizada no local de trabalho.

Umidade

As atividades ou operações executadas em locais alagados ou encharcados, com umidade excessiva, capazes de produzir danos à saúde dos trabalhadores, serão consideradas insalubres em decorrência de laudo de inspeção realizada no local de trabalho.

Poeiras Minerais

 

poeiras minerais

 

Cabe ao empregador, após o término do contrato de trabalho envolvendo exposição ao asbesto, manter disponível a realização periódica de exames médicos de controle dos trabalhadores durante 30 anos.

Estes exames deverão ser realizados com a seguinte periodicidade:

  • a cada 3 anos para trabalhadores com período de exposição de 0 a 12 anos;
  • a cada 2 anos para trabalhadores com período de exposição de 12 a 20 anos;
  • anual para trabalhadores com período de exposição superior a 20 anos.

Manganés e Seus Compostos

O limite de tolerância para as operações com manganês e seus compostos referente à extração, tratamento, moagem, transporte do minério, ou ainda a outras operações com exposição a poeiras do manganês ou de seus compostos é de até 5 mg/m3 no ar, para jornada de até 8 horas por dia.

O limite de tolerância para as operações com manganês e seus compostos referente à metalurgia de minerais de manganês, fabricação de compostos de manganês, fabricação de baterias e pilhas secas, fabricação de vidros especiais e cerâmicas, fabricação e uso de eletrodos de solda, fabricação de produtos químicos, tintas e fertilizantes, ou ainda outras operações com exposição a fumos de manganês ou de seus compostos é de até 1 mg/m3 no ar, para jornada de até 8 horas por dia.

Sílica Livre Cristalizada

O limite de tolerância, expresso em milhões de partículas por decímetro cúbico, é dado pela seguinte fórmula: 8,5 L.T. = mppdc (milhões de partículas por decímetro cúbico) % quartzo + 10 Esta fórmula é válida para amostras tomadas com impactador (impinger) no nível da zona respiratória e contadas pela técnica de campo claro.

A percentagem de quartzo é a quantidade determinada através de amostras em suspensão aérea.

O limite de tolerância para poeira respirável, expresso em mg/m3, é dado pela seguinte fórmula:

limite de tolerância para poeira respirável

Agentes químicos

Mercúrio

Insalubridade de grau máximo

Fabricação e manipulação de compostos orgânicos de mercúrio.

Operações diversas

Insalubridade de grau máximo

Operações com cádmio e seus compostos, extração, tratamento, preparação de ligas, fabricação e emprego de seus compostos, solda com cádmio, utilização em fotografia com luz ultravioleta, em fabricação de vidros, como antioxidante, em revestimentos metálicos, e outros produtos.

Insalubridade de grau mínimo

Fabricação e transporte de cal e cimento nas fases de grande exposição a poeiras. Trabalhos de carregamento, descarregamento ou remoção de enxofre ou sulfitos em geral, em sacos ou a granel.

Agentes biológicos

Relação das atividades que envolvem agentes biológicos, cuja insalubridade é caracterizada pela avaliação qualitativa.

Insalubridade de grau máximo

Trabalho ou operações, em contato permanente com:

  • Pacientes em isolamento por doenças infecto-contagiosas, bem como objetos de seu uso, não previamente esterilizados;
  • Carnes, glândulas, vísceras, sangue, ossos, couros, pêlos e dejeções de animais portadores de doenças infectocontagiosas (carbunculose, brucelose, tuberculose);
  • Esgotos (galerias e tanques); e
  • Lixo urbano (coleta e industrialização).

Insalubridade de grau médio

Trabalhos e operações em contato permanente com pacientes, animais ou com material infecto-contagiante, em:

  • Hospitais, serviços de emergência, enfermarias, ambulatórios, postos de vacinação e outros estabelecimentos destinados aos cuidados da saúde humana (aplica-se unicamente ao pessoal que tenha contato com os pacientes, bem como aos que manuseiam objetos de uso desses pacientes, não previamente esterilizados);
  • Hospitais, ambulatórios, postos de vacinação e outros estabelecimentos destinados ao atendimento e tratamento de animais (aplica-se apenas ao pessoal que tenha contato com tais animais);
  • Contato em laboratórios, com animais destinados ao preparo de soro, vacinas e outros produtos;
  • Laboratórios de análise clínica e histopatologia (aplica-se tão-só ao pessoal técnico);
  • Gabinetes de autópsias, de anatomia e histoanatomopatologia (aplica-se somente ao pessoal técnico);
  • Cemitérios (exumação de corpos);
  • Estábulos e cavalariças; e
  • Resíduos de animais deteriorados.

Grau de insalubridade

Conclusão

Você conheceu os tópicos relevantes da NR 15 – Atividades e Operações Insalubres.

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Por que o Curso Online de NR 6 – EPI é um Investimento Essencial para Profissionais de Segurança do Trabalho

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Em um mundo onde a segurança do trabalho é mais do que uma obrigação, é um compromisso com a vida, o Curso Online de NR 6 – Equipamentos de Proteção Individual (EPI) surge como uma ferramenta indispensável para qualquer profissional que deseja não apenas cumprir normas, mas também promover um ambiente de trabalho seguro e produtivo.

Carga horária: 4 horas

Este curso, com duração de apenas 4 horas, oferece uma formação robusta e integral sobre o uso, conservação e gestão dos EPIs, fundamentais para a proteção individual no ambiente de trabalho.

Através de uma plataforma intuitiva e acessível, o curso é capaz de transformar a maneira como os profissionais entendem e aplicam as medidas de segurança em suas rotinas diárias.

Desde a introdução até os módulos de treinamento detalhado, cada segmento do curso é desenhado para engajar e capacitar.

Não se trata apenas de aprender o que é um EPI, mas de entender profundamente seu impacto na prevenção de acidentes e na promoção da saúde no trabalho.

O conteúdo programático cobre desde a criação de arquivos de consulta rápida de EPI’s até métodos eficazes para o controle e descarte de equipamentos, garantindo que nada seja deixado ao acaso.

Um dos pontos altos do curso é a abordagem sobre a inclusão de pessoas com deficiência, demonstrando o compromisso com a diversidade e a acessibilidade no local de trabalho.

Além disso, o curso orienta sobre como integrar os EPIs aos Programas de Proteção existentes na empresa, maximizando a eficácia das políticas de segurança.

Certificado

O certificado de conclusão, válido por tempo indeterminado, não apenas enriquece o currículo do profissional, mas também reforça a seriedade e o comprometimento com as práticas de segurança mais avançadas.

Isso é essencial em um mercado de trabalho que valoriza cada vez mais a qualificação e a especialização na área de segurança do trabalho.

Ao final do curso, o participante terá acesso a uma série de arquivos para download, incluindo resumos, instruções técnicas e documentos essenciais para a gestão de EPIs, o que facilita a aplicação imediata do conhecimento adquirido.

Investir no Curso Online de NR 6 – EPI é decidir por um ambiente de trabalho mais seguro e uma carreira mais promissora. Este curso não é apenas uma formação, é uma ferramenta de transformação profissional e pessoal.

Não perca a oportunidade de ser um especialista em segurança do trabalho reconhecido e respeitado. Faça sua inscrição hoje e dê um passo significativo em direção a uma carreira de sucesso e um ambiente de trabalho mais seguro.

Conteúdo programático:

– Introdução
– Boas-Vindas
– Treinamento Equipamento De Proteção Individual – EPI
– Equipamento de Proteção Individual – EPI;
– EPI: Vínculo com Programas de Proteção;
– C.A – Certificado de Aprovação;
– Como criar arquivos de consulta rápida de EPI’s;
– Como fazer o controle dos EPI’s;
– Ficha de controle de EPI – Fornecimento;
– Planilha de controle de EPI – Estoque;
– Como e porque registrar seus atos;
– EPI: Observações para pessoas com deficiência;
– Treinamentos sobre o uso do EPI;
– Como fazer o descarte do EPI;

Arquivos para baixar

– Instruções técnicas sobre EPI;
– Lista de EPI;
– Documentos para consulta rápida de EPI;]
– EPI no Programa de Gerenciamento de Risco – PGR;
– Ficha de controle de EPI – fornecimento;
– Planilha de controle de EPI’s – Login: sstnaprática – Senha: sst22;
– Como e porque registrar seus atos.

Para quem é este curso?

– Trabalhadores que desejam conhecer sobre Equipamentos de Proteção Individual.
– Profissionais da área de Segurança do Trabalho que desejam aperfeiçoar seus conhecimentos.
– Pessoas que desejam se aperfeiçoar na área de Segurança e Medicina do Trabalho.
– Trabalhadores autônomos que desejam conhecer mais sobre Equipamentos de Proteção Individual

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Como verificar a validade do extintor

Como verificar a validade do extintor

Como Verificar a Validade do Extintor de Incêndio: Um Guia Simples e Prático

A manutenção adequada do extintor de incêndio é crucial para a segurança em qualquer ambiente, seja ele residencial, comercial ou industrial. Uma das verificações mais importantes é a validade do extintor. Aqui está um guia passo a passo para ajudá-lo a verificar se seu extintor está dentro do prazo de validade e pronto para funcionar quando necessário.

Passo 1: Localize a Etiqueta de Informações

Cada extintor de incêndio deve ter uma etiqueta claramente visível. Esta etiqueta contém informações essenciais, incluindo o tipo de extintor, capacidade, instruções de uso e, o mais importante para nossa verificação, a data de fabricação e as datas de manutenções realizadas. A etiqueta geralmente está colada no corpo do extintor.

Passo 2: Verifique a Data de Fabricação

A data de fabricação é o ponto de partida para entender a validade do seu extintor. Normalmente, um extintor de incêndio tem uma vida útil recomendada de 5 a 12 anos, dependendo do fabricante e do tipo de extintor. Localize essa data na etiqueta para calcular se o extintor ainda está dentro do período de uso recomendado.

Passo 3: Confira as Inspeções e Recargas Anteriores

Além da data de fabricação, a etiqueta deve mostrar registros de inspeções periódicas e recargas. Esses registros são fundamentais porque, mesmo dentro da validade, um extintor precisa de manutenção regular. Verifique se as últimas manutenções foram feitas dentro do intervalo recomendado, geralmente anualmente.

Passo 4: Avalie a Condição Física

A validade não depende apenas das datas. Inspecione o extintor visualmente para quaisquer sinais de danos, como corrosão, amassados ou vazamentos. A presença desses problemas pode indicar que o extintor precisa ser substituído, mesmo que ainda esteja dentro do período de validade por data.

Passo 5: Consulte um Profissional se Necessário

Se você tem dúvidas sobre a interpretação das informações na etiqueta ou sobre a condição física do extintor, é aconselhável consultar um profissional qualificado em segurança contra incêndio. Ele pode oferecer uma avaliação detalhada e recomendar se o extintor ainda é seguro para uso ou se precisa ser substituído.

Lembrete Importante: Sempre assegure que todos os extintores estejam acessíveis e os funcionários ou residentes saibam como usá-los corretamente em caso de emergência.

Verificar a validade do extintor de incêndio é uma medida de segurança essencial que pode salvar vidas.

Com esses passos simples, você pode garantir que está preparado para agir efetivamente em uma situação de emergência. Mantenha a segurança em primeiro lugar e faça inspeções regulares parte da sua rotina de segurança.

Neste vídeo abaixo mostro o passo a passo na prática

Aprenda como atuar no dia a dia de segurança do trabalho com quem faz! Você vai aprender segurança do trabalho em: Gestão de pessoas, prevenção e combate a incêndio, gestão de EPI e entendendo os cenários. Clique aqui

perigo x risco

Diferenças entre risco e perigo

Entendendo as diferenças entre risco e perigo no Ambiente de Trabalho com exemplos práticos.

A segurança do trabalho é uma área crucial que visa proteger a saúde e a integridade física dos trabalhadores. Dentro deste contexto, dois conceitos fundamentais que muitas vezes são confundidos são “perigo” e “risco”.

Embora relacionados, esses termos têm significados distintos e entender suas diferenças é essencial para a implementação de práticas de segurança eficazes.

O Que é Perigo?

Perigo refere-se a qualquer fonte potencial de dano, lesão ou efeito adverso à saúde. Pode ser algo facilmente perceptível ou algo que requer conhecimento específico para ser identificado. Exemplos de perigos incluem:

  • Máquinas desprotegidas, que podem causar ferimentos;
  • Substâncias químicas, como ácidos e solventes, que podem ser tóxicas;
  • Instalações elétricas expostas, que representam riscos de choque elétrico.

O perigo é, portanto, uma condição ou situação com potencial para causar problemas, independentemente de essa possibilidade se concretizar ou não.

O Que é Risco?

Risco é a chance ou probabilidade de que uma pessoa seja prejudicada ou sofra efeitos adversos à saúde se exposta a um perigo. O risco é determinado pela combinação da probabilidade de ocorrência de um evento perigoso e da gravidade do dano ou da lesão que pode resultar. Alguns exemplos são:

  • Alta probabilidade de escorregamento em um piso molhado, resultando em quedas ou fraturas;
  • Exposição frequente a ruídos altos, podendo levar a perda auditiva;
  • Risco de incêndio devido ao armazenamento inadequado de materiais inflamáveis.

Assim, enquanto o perigo é a condição, o risco é a avaliação da exposição a essa condição.

Avaliando e Gerenciando Perigos e Riscos

A gestão eficaz na segurança do trabalho envolve a identificação de perigos e a avaliação de riscos associados, seguida pela implementação de medidas para controlar ou eliminar esses riscos. Isso pode incluir:

  1. Identificação de perigos: Realizar inspeções regulares e treinamentos para reconhecer os perigos no ambiente de trabalho.
  2. Avaliação de riscos: Determinar quem pode ser afetado e de que maneira, além de avaliar a probabilidade e a gravidade dos possíveis danos.
  3. Controle de riscos: Adotar medidas para minimizar a probabilidade ou o impacto dos riscos identificados, como:
    • Eliminação do perigo, quando possível;
    • Substituição de materiais ou processos por outros menos perigosos;
    • Implementação de barreiras de segurança ou dispositivos de proteção coletiva;
    • Uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs).

Conclusão

Compreender a distinção entre perigo e risco é crucial para a segurança no trabalho. Identificar os perigos e avaliar os riscos associados permite que as empresas implementem medidas de controle adequadas, protegendo assim a saúde e a segurança dos trabalhadores.

Esta abordagem não apenas previne acidentes e doenças relacionadas ao trabalho, mas também promove um ambiente de trabalho mais seguro e produtivo.

A imagem abaixo ilustra a distinção entre risco e perigo.

diferença entre risco e perigo

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proteção contra incêndio

NR 23 Atualizada – Proteção contra incêndios

Acesse um dos temas mais importantes da segurança do trabalho! NR 23 Atualizada – Proteção contra incêndios.

São abordados os tópicos relevantes, com destaques e questões comentadas.

Objetivo

Esta Norma Regulamentadora – NR estabelece medidas de prevenção contra incêndios nos ambientes de trabalho. 

Campo de aplicação 

As medidas de prevenção estabelecidas nesta NR se aplicam aos estabelecimentos e locais de trabalho.

Medidas de prevenção contra incêndios

Toda organização deve adotar medidas de prevenção contra incêndios em conformidade com a legislação estadual e, quando aplicável, de forma complementar, com as normas técnicas oficiais

A organização deve providenciar para todos os trabalhadores informações sobre: 

a) utilização dos equipamentos de combate ao incêndio

b) procedimentos de resposta aos cenários de emergências e para evacuação dos locais de trabalho com segurança; e 

c) dispositivos de alarme

Os locais de trabalho devem dispor de saídas em número suficiente e dispostas de modo que aqueles que se encontrem nesses locais possam abandoná-los com rapidez e segurança em caso de emergência. 

As aberturas, saídas e vias de passagem de emergência devem ser identificadas e sinalizadas de acordo com a legislação estadual e, quando aplicável, de forma complementar, com as normas técnicas oficiais, indicando a direção da saída

As aberturas, saídas e vias de passagem devem ser mantidas desobstruídas

Nenhuma saída de emergência deve ser fechada à chave ou presa durante a jornada de trabalho. 

As saídas de emergência podem ser equipadas com dispositivos de travamento que permitam fácil abertura do interior do estabelecimento. 

Agora chegou a hora de você fixar o conteúdo, fazendo questões.

1. (IBFC/CET-SANTOS/2023) Toda organização deve adotar medidas de prevenção contra incêndios em conformidade com a legislação estadual e, quando aplicável, de forma complementar, com as normas técnicas oficiais. A NR-23 – Proteção Contra Incêndios define que as aberturas, saídas e vias de passagem de emergência devem ser:

a) mantidas obstruídas

b) identificadas e sinalizadas de acordo com a legislação indicando a direção da saída

c) fechadas à chave ou presa quando não houver sinistro

d) equipadas com dispositivos de travamento elétrico

COMENTÁRIOS:

NR 23 – PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIO

a) ERRADA: mantidas obstruídas (desobstruídas).

b) CORRETA: identificadas e sinalizadas de acordo com a legislação indicando a direção da saída.

c) ERRADA: fechadas à chave ou presa quando não houver sinistro (não deve ser fechada à chave durante a jornada de trabalho)

d) ERRADA: equipadas com dispositivos de travamento elétrico (de travamento que permitam fácil abertura do interior do estabelecimento).

GABARITO: LETRA B

2. (Elaborada pelo autor/2023) De acordo com a NR 23 – Proteção contra incêndio, a organização deve providenciar para todos os trabalhadores informações sobre:

I. utilização dos equipamentos de combate ao incêndio;

II. procedimentos de resposta aos cenários de emergências e para evacuação dos locais de trabalho com segurança; e

III. dispositivos de sinalização existentes. 

Assinale a alternativa correta:

a) Apenas I está correto.

b) Apenas I e III estão corretos.

c) Apenas I e II estão corretos.

d) Apenas II e III estão corretos.

e) Apenas II está correto.

COMENTÁRIOS:

23.3.2 A organização deve providenciar para todos os trabalhadores informações sobre: 

a) CORRETA: utilização dos equipamentos de combate ao incêndio; 

b) CORRETA: procedimentos de resposta aos cenários de emergências e para evacuação dos locais de trabalho com segurança; e 

c) ERRADA: dispositivos de sinalização (alarme) existentes.  

GABARITO: LETRA C

3. (Elaborada pelo autor/2023) De acordo com a NR 23 – Proteção contra incêndio, as medidas de prevenção estabelecidas nesta NR se aplicam aos estabelecimentos desde que tenha mais de cem trabalhadores.

Julgue o item:

Certo

Errado

COMENTÁRIOS:

23.2 Campo de aplicação 

23.2.1 As medidas de prevenção estabelecidas nesta NR se aplicam aos estabelecimentos e locais de trabalho. 

A NR não menciona esse número mínimo de trabalhadores para sua aplicação, bem como inclui também os locais de trabalho, não citados no texto da questão.

GABARITO: ERRADO

4. (FGV/Câmara de Aracaju-SE/Técnico em Segurança do Trabalho/2021) Quanto à NR-23 – Proteção contra Incêndio, analise as afirmativas a seguir, assinalando V para a(s) verdadeira(s) e F para a(s) falsa(s).

( ) Todos os colaboradores devem adotar medidas de prevenção de incêndios, em conformidade com a legislação estadual e as normas técnicas aplicáveis. 

( ) O empregador deve providenciar para todos os trabalhadores informações sobre a utilização dos equipamentos portáteis de combate ao incêndio. 

( ) Os locais de trabalho deverão dispor de saídas em número suficiente e dispostas de modo que aqueles que se encontrem nesses locais possam abandoná-los com rapidez e segurança, em caso de incêndio. 

( ) As aberturas, saídas e vias de passagem devem ser claramente assinaladas por meio de placas ou sinais luminosos, indicando a direção da saída. 

( ) As saídas de emergência podem ser equipadas com dispositivos de travamento que permitam fácil abertura do interior do estabelecimento.

A sequência correta é:

a) V, V, V, V, V;

b) V, V, V, F, F; 

c) F, V, V, F, F; 

d) V, F, F, F, V;

e) F, F, F, V, V.

COMENTÁRIOS:

( F ) Todos os colaboradores devem (toda organização deve) adotar medidas de prevenção de incêndios, em conformidade com a legislação estadual e as normas técnicas aplicáveis. 

( F ) O empregador deve providenciar para todos os trabalhadores informações sobre a utilização dos equipamentos portáteis de combate ao incêndio. 

( F ) Os locais de trabalho deverão dispor de saídas em número suficiente e dispostas de modo que aqueles que se encontrem nesses locais possam abandoná-los com rapidez e segurança, em caso de incêndio (emergência). 

( V ) As aberturas, saídas e vias de passagem devem ser claramente assinaladas por meio de placas ou sinais luminosos, indicando a direção da saída. 

( V ) As saídas de emergência podem ser equipadas com dispositivos de travamento que permitam fácil abertura do interior do estabelecimento.

Então, fica: F, F, F, V, V.

GABARITO: LETRA E

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