Melhores Luvas de Segurança 2026: Veja os Top 10 do Mercado

Seja você um mecânico, eletricista, pedreiro, jardineiro, ou um profissional da saúde, uma coisa é certa: suas mãos são suas ferramentas mais valiosas.

E, assim como em qualquer atividade de risco, a proteção delas é essencial. Não se trata apenas de evitar um corte ou uma bolha, mas de garantir a integridade contra abrasão, produtos químicos, altas temperaturas e choques elétricos.

Escolher a Luva de Segurança (EPI) correta é uma ciência, pois cada risco exige um material específico, seja nitrílico, látex, vaqueta ou kevlar. Uma luva errada pode ser tão perigosa quanto nenhuma luva!

É por isso que mergulhamos no mercado e nas avaliações de usuários para criar o Ranking Definitivo das 10 Melhores Luvas de Segurança de 2026.

Analisamos os modelos mais vendidos e bem avaliados das marcas líderes (3M, Volk, Danny, Vonder) com base em sua eficácia contra o risco específico, conforto, durabilidade e, claro, o indispensável Certificado de Aprovação (CA).

📋 Tabela Comparativa: As Luvas Mais Aprovadas

ProdutoDestaque PrincipalPara quem é IdealAção               
1Volk Nitril Wave (Banho Nitrílico)Versatilidade, Grip e DurabilidadeManutenção Geral, Construção Leve
2Nitrílica Longa (33/45cm)Proteção Química e Vedação TotalLaboratório, Galvanoplastia, Químicos
3Tricotada Pigmentada PVCMelhor Custo/Benefício para LogísticaAlmoxarifado, Logística, Manuseio de Caixas
43M Power Flex (Nitrílica Foam)Alta Aderência em Óleo e GraxaMecânicos, Manutenção Oleosa
5Dyneema/Kevlar Nível 5Resistência Máxima a Corte (F/5)Vidraceiros, Açougueiros, Metalúrgicas
6Luva de Vaqueta Cano CurtoProteção Mecânica Pesada e TatoConstrução Civil, Manuseio de Ferramentas
7Luva Multitato Banho PUMáxima Sensibilidade TátilMontagem de Eletrônicos, Eletricistas
8Nitrílica Descartável PretaHipoalergênica e Resistente a ÓleoTatuadores, Esteticistas, Mecânicos
9Látex Forrada Silver GripAderência e Químicos em Ambiente ÚmidoHigienização, Frigoríficos
10Luva de Raspa Punho 7cmResistência a Abrasão e Calor ModeradoSolda, Construção Pesada

Preços médios baseados em pesquisas de mercado, sujeitos a variação. Recomenda-se sempre verificar o CA (Certificado de Aprovação) antes da compra.

Pare de arriscar e comece a proteger! Descubra agora qual é a luva ideal para a sua atividade e garanta a segurança das suas mãos com o melhor custo-benefício.

🔬 Critérios de Avaliação: Os 5 Pilares da Luva Perfeita

A complexidade do universo das luvas de segurança exige critérios de avaliação específicos. Nosso ranking foi construído com base nos seguintes fatores:

  1. Certificado de Aprovação (CA) e Normas: Prioridade máxima! A luva precisa ter CA válido. Para riscos mecânicos, a classificação EN 388 (abrasão, corte, rasgo, perfuração e corte TDM) foi crucial.
  2. Adequação ao Risco Específico: A luva foi classificada pela eficácia no que se propõe: proteção química (nitrílica), resistência a corte (Kevlar/Dyneema), proteção mecânica pesada (raspa/vaqueta) ou sensibilidade tátil (PU).
  3. Conforto e Sensibilidade Tátil: O fator que mais impacta o uso contínuo. Avaliamos a flexibilidade, o ajuste e a capacidade do usuário de manusear peças pequenas (destreza).
  4. Durabilidade e Custo-Benefício: Analisamos a resistência do material a longo prazo e se o preço se justifica pela vida útil e pela proteção oferecida.
  5. Aprovação do Usuário: Pesquisamos as opiniões dos profissionais em campo sobre o desempenho e a durabilidade real dos modelos.

🏆 Ranking – Top 10 Luvas de Segurança de 2026

Apresentamos as 10 luvas que mais se destacaram, organizadas pela sua excelência em suas respectivas categorias de risco:

10º Lugar: Luva de Raspa Punho 7cm – Vonder

  • Destaque: Proteção robusta contra calor e abrasão leve.
  • Descrição e Características: Fabricada em couro bovino (raspa), é um EPI clássico para trabalhos pesados. Possui punho de 7 cm para proteger o pulso.
  • Benefícios e Vantagens: Alta resistência à abrasão, escoriações e calor moderado. Ideal para solda, manuseio de ferramentas quentes e carregamento de material bruto (tijolos, vergalhões). Preço muito acessível.
  • Pontos de Atenção: Pouca sensibilidade tátil e não oferece proteção química. É pesada e quente.
  • Veredito Rápido: Essencial para trabalhos pesados na construção civil e manuseio de materiais ásperos e quentes.

9º Lugar: Luva de Látex Forrada Silver Grip – Danny

  • Destaque: Proteção química e mecânica em ambientes úmidos.
  • Descrição e Características: Luva de borracha natural (látex) com forro em algodão e acabamento antiderrapante na palma. Possui proteção química e resistência a cortes e rasgos (EN 388).
  • Benefícios e Vantagens: Excelente aderência em superfícies molhadas. O forro interno em algodão (silver) melhora o conforto e facilita o calçamento/descalçamento.
  • Pontos de Atenção: Não é indicada para contato com óleos e derivados de petróleo. Pode causar alergia em usuários sensíveis ao látex.
  • Veredito Rápido: Ideal para higienização pesada, frigoríficos e trabalhos com água e produtos de limpeza.

8º Lugar: Luva Nitrílica Descartável Preta – Medix Black (CA 48341)

  • Destaque: Descartável com alta resistência química e sem látex.
  • Descrição e Características: Luva descartável 100% nitrílica, sem pó e hipoalergênica. A versão preta é popular por disfarçar sujeira e garantir um visual profissional.
  • Benefícios e Vantagens: Imune à alergia ao látex, oferece alta resistência a óleos, graxas, solventes e produtos químicos agressivos. Excelente sensibilidade tátil.
  • Pontos de Atenção: Uso único. Não oferece proteção mecânica (corte ou abrasão).
  • Veredito Rápido: O melhor modelo descartável para tatuadores, mecânicos (óleo/graxa) e uso hospitalar/laboratorial.

7º Lugar: Luva Multitato (Tato) em Nylon com Banho de PU – Danny/Volk

  • Destaque: Máxima sensibilidade tátil e destreza.
  • Descrição e Características: Fabricada em suporte têxtil de nylon (sem costuras) com revestimento de poliuretano (PU) na palma e ponta dos dedos.
  • Benefícios e Vantagens: Extremamente fina e flexível, é a luva que mais se aproxima da “mão nua”. Excelente para montagem de peças pequenas, indústria eletrônica e serviços que exigem precisão.
  • Pontos de Atenção: Proteção mecânica (corte e abrasão) de nível baixo. Não é à prova d’água ou de químicos.
  • Veredito Rápido: Perfeita para eletricistas e montadores que precisam de destreza sem perder a proteção básica.

6º Lugar: Luva de Vaqueta Cano Curto – Carbografite

  • Destaque: Durabilidade e resistência mecânica superior.
  • Descrição e Características: Confeccionada com o lado flor do couro (vaqueta), que é mais liso e macio que a raspa. Isso garante maior conforto e resistência.
  • Benefícios e Vantagens: Oferece altíssima resistência à abrasão, rasgos e perfurações. Melhor flexibilidade e tato que a luva de raspa, ideal para manuseio de ferramentas pesadas.
  • Pontos de Atenção: Custo mais elevado que a luva de raspa. Não é indicada para manuseio químico.
  • Veredito Rápido: A melhor luva de couro para construção civil e manuseio de cabos e ferramentas em que a durabilidade é prioridade.

5º Lugar: Luva de Proteção Contra Corte Dyneema (Nível 5) – Volk

  • Destaque: Resistência máxima ao corte (Nível F – TDM).
  • Descrição e Características: Tricotada com fibras de alto desempenho como o Dyneema ou Kevlar (dependendo do modelo), revestida com banho de borracha na palma.
  • Benefícios e Vantagens: Máximo nível de proteção contra corte de lâminas e vidro (Nível F ou 5), mantendo boa flexibilidade. Essencial para açougueiros, vidraceiros e indústrias que lidam com metal.
  • Pontos de Atenção: O banho na palma pode reduzir levemente o tato, mas é necessário para o grip. Preço mais alto.
  • Veredito Rápido: Indispensável para trabalhos com lâminas, vidros e chapas metálicas de alto risco.

4º Lugar: Luva Power Flex (Nitrílica Foam) – 3M

  • Destaque: Alta aderência e respirabilidade em ambientes oleosos.
  • Descrição e Características: Suporte têxtil em nylon, com banho de borracha nitrílica em espuma (Foam) na palma.
  • Benefícios e Vantagens: O banho Nitrílico Foam é poroso e absorve o óleo/graxa, garantindo uma aderência (grip) excepcional em peças úmidas ou oleadas. Excelente respirabilidade e conforto para longas horas.
  • Pontos de Atenção: Não oferece vedação total (líquidos podem entrar pelo dorso).
  • Veredito Rápido: O padrão de mercado para mecânicos e manutenção industrial que trabalham com graxa e óleo.

3º Lugar: Luva Tricotada com Pigmento PVC (Pigmentada) – Danny (Medalha de Bronze)

  • Destaque: Melhor para logística, almoxarifado e manuseio de caixas.
  • Descrição e Características: Luva de malha de algodão/poliéster, com pequenos pontos de PVC (pigmentos) na palma e dedos.
  • Benefícios e Vantagens: O pigmento PVC oferece uma aderência excelente (antiderrapante) para manusear caixas, embalagens e peças secas. Muito confortável, leve e, o mais importante, extremamente barata e reutilizável.
  • Pontos de Atenção: Proteção mecânica muito baixa (apenas contra farpas e sujeira).
  • Motivo do Ranqueamento: É a luva de uso geral mais vendida e com o melhor custo-benefício para atividades de logística, onde o risco principal é a perda de aderência.
  • Veredito Rápido: O melhor custo-benefício para manuseio de caixas, logística e serviços leves de almoxarifado.

2º Lugar: Luva Nitrílica Longa (33 ou 45cm) – Danny/Volk (Medalha de Prata)

  • Destaque: Vedação total contra produtos químicos agressivos.
  • Descrição e Características: Luva 100% borracha nitrílica, com espessura robusta e punho longo (33cm ou mais) para proteger o antebraço. Possui certificação química de alto nível.
  • Benefícios e Vantagens: Vedação completa e alta resistência contra uma ampla gama de produtos químicos, solventes e corrosivos. O punho estendido é crucial para imersão e proteção contra respingos no antebraço.
  • Pontos de Atenção: Redução de tato em comparação com luvas mais finas. Exige atenção ao tamanho para garantir a vedação.
  • Motivo do Ranqueamento: É o EPI de maior confiança e performance na categoria de proteção química. Indispensável para quem manuseia ácidos, cáusticos e solventes.
  • Veredito Rápido: A escolha profissional para laboratórios, galvanoplastia e manuseio de químicos perigosos.

1º Lugar: Luva Tricotada com Banho Nitrílico (Grip) – Volk Nitril Wave (Medalha de Ouro)

  • Destaque: A luva mais versátil, durável e com melhor grip.
  • Descrição e Características: Luva tricotada em poliéster/nylon com revestimento de borracha nitrílica na palma e ponta dos dedos. Oferece bom equilíbrio entre tato e resistência mecânica (abrasão/rasgo).
  • Benefícios e Vantagens: A combinação do forro têxtil (conforto) com o banho nitrílico (resistência a óleos e abrasão) resulta em uma luva extremamente versátil. Tem excelente aderência (grip) em superfícies secas e levemente oleadas. É reutilizável, leve e muito durável, superando o custo-benefício do látex em várias situações.
  • Pontos de Atenção: Não é a melhor opção para imersão em líquidos ou proteção contra cortes de alto risco (Nível F).
  • Motivo do Ranqueamento: Vence por ser a luva universal de maior qualidade e melhor custo-benefício para a maioria dos profissionais (manutenção geral, montagem, construção leve). Sua durabilidade e versatilidade a tornam um investimento inteligente.
  • Veredito Rápido: A Luva EPI mais completa e versátil do mercado para manutenção geral e indústria.

🎯 A Escolha Certa para Suas Mãos

Escolher a luva correta é mais que uma exigência de norma; é um ato de autopreservação. O modelo ideal não é o mais caro, mas sim aquele que oferece a proteção certificada contra o risco real da sua atividade, com o conforto necessário para ser usado o dia todo.

O grande campeão, a Luva Tricotada com Banho Nitrílico (Volk Nitril Wave), é o modelo que oferece o maior retorno sobre o investimento, cobrindo a maioria dos riscos mecânicos e mantendo um conforto e durabilidade notáveis.

Aja com inteligência e proteja seu futuro profissional! Antes de começar sua próxima jornada de trabalho, verifique os preços e a disponibilidade das luvas com melhor CA e aprovação do público.

 

NR 35

Resumo Completo NR 35 – Trabalho em Altura

Destaques mais importantes da NR 35 – Trabalho em Altura! Aprenda esta norma de forma simples e objetiva, através deste resumo esquematizado.

Esta norma estabelece os requisitos mínimos e as medidas de proteção para o trabalho em altura.

Você vai aprender mais sobre:

  • Responsabilidades do empregador;
  • Deveres do empregado;
  • Treinamento e capacitação;
  • Permissão de trabalho;
  • Termos e definições;
  • E muito mais.

O que é Trabalho em altura?

Considera-se trabalho em altura toda atividade executada acima de 2 metros do nível inferior, onde haja risco de queda.

São constante os acidentes com trabalho em altura. Portanto é fundamental que somente profissional com o devido treinamento exerça essa atividade.

A NR 35 detalha como este trabalho deve ser executado e as principais medidas para evitar a ocorrência de acidentes.

Deveres do Empregador

a) garantir a implementação das medidas de proteção estabelecidas nesta Norma;

b) assegurar a realização da Análise de RiscoAR e, quando aplicável, a emissão da Permissão de Trabalho – PT;

c) desenvolver procedimento operacional para as atividades rotineiras de trabalho em altura;

d) assegurar a realização de avaliação prévia das condições no local do trabalho em altura, pelo estudo, planejamento e implementação das ações e das medidas complementares de segurança aplicáveis;

e) adotar as providências necessárias para acompanhar o cumprimento das medidas de proteção estabelecidas nesta Norma pelas empresas contratadas;

f) garantir aos trabalhadores informações atualizadas sobre os riscos e as medidas de controle;

g) garantir que qualquer trabalho em altura só se inicie depois de adotadas as medidas de proteção definidas nesta Norma;

h) assegurar a suspensão dos trabalhos em altura quando verificar situação ou condição de risco não prevista, cuja eliminação ou neutralização imediata não seja possível;

i) estabelecer uma sistemática de autorização dos trabalhadores para trabalho em altura;

j) assegurar que todo trabalho em altura seja realizado sob supervisão, cuja forma será definida pela análise de riscos de acordo com as peculiaridades da atividade;

l) assegurar a organização e o arquivamento da documentação prevista nesta Norma.

Responsabilidades dos Trabalhadores

a) cumprir as disposições legais e regulamentares sobre trabalho em altura, inclusive os procedimentos expedidos pelo empregador;

b) colaborar com o empregador na implementação das disposições contidas nesta Norma;

d) interromper suas atividades exercendo o direito de recusa, sempre que constatarem evidências de riscos graves e iminentes para sua segurança e saúde ou a de outras pessoas, comunicando imediatamente o fato a seu superior hierárquico, que diligenciará as medidas cabíveis;

e) zelar pela sua segurança e saúde e a de outras pessoas que possam ser afetadas por suas ações ou omissões no trabalho.

Capacitação e Treinamento

 

nr 35 resumo

 

Considera-se trabalhador capacitado para trabalho em altura aquele que foi submetido e aprovado em treinamento, teórico e prático, com carga horária mínima de 8 horas, cujo conteúdo programático deve, no mínimo, incluir:

a) normas e regulamentos aplicáveis ao trabalho em altura;

b) análise de Risco e condições impeditivas;

c) riscos potenciais inerentes ao trabalho em altura e medidas de prevenção e controle;

d) sistemas, equipamentos e procedimentos de proteção coletiva;

e) equipamentos de Proteção Individual para trabalho em altura: seleção, inspeção, conservação e limitação de uso;

f) acidentes típicos em trabalhos em altura;

g) condutas em situações de emergência, incluindo noções de técnicas de resgate e de primeiros socorros.

O empregador deve realizar treinamento periódico bienal (a cada 2 anos) e sempre que ocorrer quaisquer das seguintes situações:

a) mudança nos procedimentos, condições ou operações de trabalho;

b) evento que indique a necessidade de novo treinamento;

c) retorno de afastamento ao trabalho por período superior a 90 dias;

d) mudança de empresa.

O treinamento periódico bienal deve ter carga horária mínima de 8 horas, conforme conteúdo programático definido pelo empregador.

Planejamento Trabalho em Altura

No planejamento do trabalho devem ser adotadas, de acordo com a seguinte hierarquia:

a) medidas para evitar o trabalho em altura, sempre que existir meio alternativo de execução;

b) medidas que eliminem o risco de queda dos trabalhadores, na impossibilidade de execução do trabalho de outra forma;

c) medidas que minimizem as consequências da queda, quando o risco de queda não puder ser eliminado.

Todo trabalho em altura deve ser precedido de Análise de Risco.

As atividades de trabalho em altura não rotineiras devem ser previamente autorizadas mediante Permissão de Trabalho.

O que deve conter na Permissão do Trabalho?

a) os requisitos mínimos a serem atendidos para a execução dos trabalhos;

b) as disposições e medidas estabelecidas na Análise de Risco;

c) a relação de todos os envolvidos e suas autorizações.

 

glossario

 

Análise de Risco – AR: avaliação dos riscos potenciais, suas causas, consequências e medidas de controle.

Fator de queda: razão entre a distância que o trabalhador percorreria na queda e o comprimento do equipamento que irá detê-lo.

Permissão de Trabalho – PT: documento escrito contendo conjunto de medidas de controle visando o desenvolvimento de trabalho seguro, além de medidas de emergência e resgate.

Ponto de ancoragem: ponto destinado a suportar carga de pessoas para a conexão de dispositivos de segurança, tais como cordas, cabos de aço, trava-queda e talabartes.

Profissional legalmente habilitado: trabalhador previamente qualificado e com registro no competente conselho de classe.

Talabarte: dispositivo de conexão de um sistema de segurança, regulável ou não, para sustentar, posicionar e/ou limitar a movimentação do trabalhador.

Trabalhador qualificado: trabalhador que comprove conclusão de curso específico para sua atividade em instituição reconhecida pelo sistema oficial de ensino.

Trava-queda: dispositivo de segurança para proteção do usuário contra quedas em operações com movimentação vertical ou horizontal, quando conectado com cinturão de segurança para proteção contra quedas.

Conclusão

Você conheceu os tópicos relevantes da NR 35 – Trabalho em Altura. Para dominar segurança do trabalho de forma simples e objetiva, acesse o KIT APROVAÇÃO ST.

 

NR 17

Resumo Completo NR 17 – Ergonomia

Destaques esquematizados da NR 17 – Ergonomia! Domine os temas relevantes de forma prática e objetiva.

Aprenda os principais tópicos desta norma, com um esse resumo esquematizado para facilitar seu aprendizado.

Do Objetivo

Esta Norma Regulamentadora visa a estabelecer parâmetros que permitam a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores, de modo a proporcionar um máximo de conforto, segurança e desempenho eficiente.

EXEMPLO: ao ser comprado o mobiliário para um escritório, o empregador deve levar em consideração na hora da compra, as características de seus usuários.

As condições de trabalho incluem aspectos relacionados ao levantamento, transporte e descarga de materiais, ao mobiliário, aos equipamentos e às condições ambientais do posto de trabalho e à própria organização do trabalho.

Análise das Situações de Trabalho

A organização deve realizar a avaliação ergonômica preliminar (AEP) das situações de trabalho que, em decorrência da natureza e conteúdo das atividades requeridas, demandam adaptação às características psicofisiológicas dos trabalhadores, a fim de subsidiar a implementação das medidas de prevenção e adequações necessárias previstas nesta NR.

A avaliação ergonômica preliminar das situações de trabalho pode ser realizada por meio de abordagens qualitativas, semiquantitativas, quantitativas ou combinação dessas, dependendo do risco e dos requisitos legais, a fim de identificar os perigos e produzir informações para o planejamento das medidas de prevenção necessárias.

Levantamento, transporte e descarga individual de cargas

 

transporte manual de cargas

 

É vedado o levantamento não eventual de cargas que possa comprometer a segurança e a saúde do trabalhador quando a distância de alcance horizontal da pega for superior a 60 cm em relação ao corpo. 

Mobiliário dos postos de trabalho

 

resumo nr 17

 

O conjunto do mobiliário do posto de trabalho deve apresentar regulagens em um ou mais de seus elementos que permitam adaptá-lo às características antropométricas que atendam ao conjunto dos trabalhadores envolvidos e à natureza do trabalho a ser desenvolvido.

Sempre que o trabalho puder ser executado alternando a posição de pé com a posição sentada, o posto de trabalho deve ser planejado ou adaptado para favorecer a alternância das posições.  

Níveis de Ruído

A organização deve adotar medidas de controle do ruído nos ambientes internos com a finalidade de proporcionar conforto acústico nas situações de trabalho. 

Níveis de Iluminamento

Em todos os locais e situações de trabalho internos, deve haver iluminação em conformidade com os níveis mínimos de iluminamento a serem observados nos locais de trabalho estabelecidos na NHO 11 da Fundacentro, versão 2018.    

Trabalho dos Operadores de Checkout

É vedado promover, para efeitos de remuneração ou premiação de qualquer espécie, sistema de avaliação do desempenho com base no número de mercadorias ou compras por operador.  

Treinamento e capacitação dos trabalhadores  

Cada trabalhador deve receber treinamento inicial com duração mínima de 2 horas, até o 30º dia da data da sua admissão, e treinamento periódico anual com duração mínima de 2 horas, ministrados durante sua jornada de trabalho. 

Conclusão

Você conheceu os tópicos relevantes da NR 17. Para dominar segurança do trabalho de forma simples e objetiva, acesse o KIT APROVAÇÃO ST, seu guia prático para aprovação em concursos e atuar com confiança na área.

 

Principais Técnicas de Análise de Risco

7 Principais Técnicas de Análise de Risco

Confira as 7 Principais Técnicas de Análise de Risco! A análise de riscos é um conjunto de métodos e técnicas que aplicado a uma atividade identifica e avalia qualitativa e quantitativamente os riscos.

As técnicas de análise de risco são de fundamental importância para o gerenciamento de risco, no sentido de evitar acidentes ou a repetição deles, como também evitar perdas e danos.

Nesse artigo você vai aprender os assuntos relevantes das técnicas de análise de risco abaixo descritas:

1. Análise Preliminar De Risco – APR

2. Análise de Árvore de Falhas – AAF

3. Árvore de Causas – ADC

4. Análise de Modos de Falhas e Efeitos – FMEA

5. Estudo de Perigos e Operabilidade – HAZOP

6. Técnica de Incidentes Críticos – TIC

7. Análise de Riscos: WHAT-IF (WI)

1. Análise Preliminar De Risco – APR

 

Análise Preliminar de Risco

 

A Análise Preliminar de Risco – APR consiste em um estudo antecipado e detalhado de todas as fases do trabalho a fim de detectar os possíveis problemas que poderão acontecer durante a execução.

É um estudo realizado durante a fase de concepção ou desenvolvimento prematuro de um novo sistema.

2. Análise de Árvore de Falhas – AAF

 

aaf

 

A metodologia da AAF consiste na construção de um processo lógico dedutivo que, partindo de um evento indesejado pré-definido (hipótese acidental), busca as suas possíveis causas.

O processo segue investigando as sucessivas falhas dos componentes até atingir as chamadas falhas (causas) básicas, que não podem ser desenvolvidas, e para as quais existem dados quantitativos disponíveis. O evento indesejado é comumente chamado de “Evento-Topo” (SERPA, 2001b).

A árvore de falhas é uma ferramenta que serve para analisar diversos fatores relacionados às falhas, sejam eles causas, consequências e analise de tempos para reparos etc.

3. Árvore de Causas – ADC

 

árvore de causas

 

A árvore de causa é um método de investigação de acidentes do trabalho, baseado na teoria de sistemas e na pluricausalidade do fenômeno acidente, considerado sintoma de disfuncionamento do sistema sócio técnico aberto constituído pela empresa.

Ferramenta qualitativa, ela parte da teoria de sistemas, que concebe um acidente como fenômeno de uma rede de fatores, sendo complexo e pluricausal. O estudo parte de um “acidente”, não se baseia em hipóteses, parte especificamente de uma “Lesão” sendo seus eventos anteriores concretos/reais. Visa identificar fatores de acidente do trabalho e suas inter-relações.

árvore de causas é um método de análise baseado na teoria de sistemas utilizado para a análise de acidentes por se tratar de um evento que pode resultar de situações complexas e que, quase sempre, tem várias causas. Se for bem aplicada, deve apontar todas a falhas que antecederam ao evento final (lesão ou não). O conceito básico aplicado é o de variação ou desvio, que pode ser entendido como uma “fuga” dos padrões e que tem relação direta com o acidente.

4. Análise de Modos de Falhas e Efeitos – FMEA

 

AMFE

 

A análise FMEA (Failure Modes, Effects Analysis) tem como objetivo identificar potenciais modos de falha de um produto ou processo de forma a avaliar o risco associado a estes modos de falhas, para que sejam classificados em termos de importância e então receber ações corretivas com o intuito de diminuir a incidência de falhas.

É um método importante que pode ser utilizado em diferentes áreas de uma organização como: projetos de produtos, análise de processos, área industrial e/ou administrativa, manutenção de ativos e confiabilidade com o intuito de trazer importantes benefícios para o negócio.

5. Estudo de Perigos e Operabilidade – HAZOP

 

Hazop

 

HAZOP é uma ferramenta de análise de risco que visa identificar os perigos e problemas de operabilidade na instalação de um processo. É uma sigla para Hazard Operability Studies, ou seja, Estudo de Perigo e Operabilidade.

A HAZOP gera perguntas de modo estruturado e sistemático, através do uso apropriado de um conjunto de palavras- chave, aplicadas a pontos críticos do sistema em estudo e permite a avaliação das consequências ou dos efeitos dos desvios operacionais sobre o processo.

A HAZOP requer uma equipe multidisciplinar de especialistas para avaliar as causas e os efeitos de possíveis desvios operacionais e pode ser aplicada para modificação de unidades de processo já em operação.

6. Técnica de Incidentes Críticos – TIC

 

Técnica de incidentes críticos

 

É uma técnica qualitativa, para identificar falhas e condições inseguras que podem contribuir para a ocorrência de acidentes reais ou potenciais.

É um método para identificar erros e condições inseguras que contribuem para a ocorrência de acidentes com lesões reais e potenciais, com grande potencial, principalmente naquelas situações em que se deseja identificar perigos sem a utilização de técnicas mais sofisticadas e ainda, quando o tempo é restrito.

A técnica tem como objetivo a detecção de incidentes críticos e o tratamento dos riscos que os mesmos representam. Para isso utiliza-se de uma equipe de entrevistados representativa dentre os principais departamentos da empresa, procurando representar as diversas operações da mesma dentro das diferentes categorias de risco.

7. Análise de Riscos: WHAT-IF (WI)

 

checklist

 

O procedimento What-If é uma técnica de análise geralqualitativa, cuja aplicação é bastante simples e útil para uma abordagem em primeira instância na detecção exaustiva de riscos, tanto na fase de processoprojeto ou pré-operacional, não sendo sua utilização unicamente limitada às empresas de processo.

finalidade do What-If é testar possíveis omissões em projetos, procedimentos e normas e ainda aferir comportamento, capacitação pessoal e etc. nos ambientes de trabalho, com o objetivo de proceder a identificação e tratamento de riscos.

 

Técnicas de Análise de Riscos

 

Conclusão

Você conheceu os tópicos relevantes sobre as principais Técnicas de Análise de Risco. Para dominar segurança do trabalho de forma simples e objetiva, acesse o KIT APROVAÇÃO ST, seu guia prático para aprovação em concursos e atuar com confiança na área.

 

NR 32

Resumo Completo NR-32: Serviços de Saúde

Destaques esquematizados da NR 32 – Segurança e Saúde em Serviços de Saúde! Domine os temas relevantes de forma prática e objetiva.

Aprenda os principais tópicos desta norma, com um esse resumo esquematizado para facilitar seu aprendizado.

Serviços de Saúde

Para fins de aplicação desta NR entende-se por serviços de saúde qualquer edificação destinada à prestação de assistência à saúde da população, e todas as ações de promoção, recuperação, assistência, pesquisa e ensino em saúde em qualquer nível de complexidade.

Consideram-se agentes biológicos os microrganismos, geneticamente modificados ou não; as culturas de células; os parasitas; as toxinas e os príons.

Do Programa de Gerenciamento de Riscos – PGR

O PGR, além do previsto na NR-01, na etapa de identificação de perigos, deve conter:

I. Identificação dos agentes biológicos mais prováveis, em função da localização geográfica e da característica do serviço de saúde e seus setores, considerando:

a) fontes de exposição e reservatórios;
b) vias de transmissão e de entrada;
c) transmissibilidade, patogenicidade e virulência do agente;
d) persistência do agente biológico no ambiente;
e) estudos epidemiológicos ou dados estatísticos;
f) outras informações científicas.

II. Avaliação do local de trabalho e do trabalhador, considerando:
a) a finalidade e descrição do local de trabalho;
b) a organização e procedimentos de trabalho;
c) a possibilidade de exposição;
d) a descrição das atividades e funções de cada local de trabalho;
e) as medidas preventivas aplicáveis e seu acompanhamento.

Das medidas de proteção

Em caso de exposição acidental ou incidental, medidas de proteção devem ser adotadas imediatamente, mesmo que não previstas no PGR.

A manipulação em ambiente laboratorial deve seguir as orientações contidas na publicação do Ministério da Saúde – Diretrizes Gerais para o Trabalho em Contenção com Material Biológico, correspondentes aos respectivos microrganismos.

Em toda ocorrência de acidente envolvendo riscos biológicos, com ou sem afastamento do trabalhador, deve ser emitida a Comunicação de Acidente de Trabalho – CAT.

Todo local onde exista possibilidade de exposição ao agente biológico deve ter lavatório exclusivo para higiene das mãos provido de água corrente, sabonete líquido, toalha descartável e lixeira provida de sistema de abertura sem contato manual.

Os quartos ou enfermarias destinados ao isolamento de pacientes portadores de doenças infectocontagiosas devem conter lavatório em seu interior.

O uso de luvas não substitui o processo de lavagem das mãos, o que deve ocorrer, no mínimo, antes e depois do uso das mesmas.

Os trabalhadores com feridas ou lesões nos membros superiores só podem iniciar suas atividades após avaliação médica obrigatória com emissão de documento de liberação para o trabalho.

O empregador deve vedar:

a) a utilização de pias de trabalho para fins diversos dos previstos;

b) o ato de fumar, o uso de adornos e o manuseio de lentes de contato nos postos de trabalho;

c) o consumo de alimentos e bebidas nos postos de trabalho;

d) a guarda de alimentos em locais não destinados para este fim;

e) o uso de calçados abertos.

A vestimenta deve ser fornecida sem ônus para o empregado.

Os trabalhadores não devem deixar o local de trabalho com os equipamentos de proteção individual e as vestimentas utilizadas em suas atividades laborais.

Os Equipamentos de Proteção Individual – EPI, descartáveis ou não, deverão estar à disposição em número suficiente nos postos de trabalho, de forma que seja garantido o imediato fornecimento ou reposição.

O empregador deve assegurar capacitação aos trabalhadores, antes do início das atividades e de forma continuada, devendo ser ministrada:

a) sempre que ocorra uma mudança das condições de exposição dos trabalhadores aos agentes biológicos;

b) durante a jornada de trabalho;

c) por profissionais de saúde familiarizados com os riscos inerentes aos agentes biológicos.

Os trabalhadores devem comunicar imediatamente todo acidente ou incidente, com possível exposição a agentes biológicos, ao responsável pelo local de trabalho e, quando houver, ao serviço de segurança e saúde do trabalho e à CIPA.

O empregador deve informar, imediatamente, aos trabalhadores e aos seus representantes qualquer acidente ou incidente grave que possa provocar a disseminação de um agente biológico suscetível de causar doenças graves nos seres humanos, as suas causas e as medidas adotadas ou a serem adotadas para corrigir a situação.

Os colchões, colchonetes e demais almofadados devem ser revestidos de material lavável e impermeável, permitindo desinfecção e fácil higienização.

Perfurocortantes

 

Resumo NR 32

 

Os trabalhadores que utilizarem objetos perfurocortantes devem ser os responsáveis pelo seu descarte.

As empresas que produzem ou comercializam materiais perfurocortantes devem disponibilizar, para os trabalhadores dos serviços de saúde, capacitação sobre a correta utilização do dispositivo de segurança.

Da vacinação dos trabalhadores

A todo trabalhador dos serviços de saúde deve ser fornecido, gratuitamente, programa de imunização ativa contra tétano, difteria, hepatite B e os estabelecidos no PCMSO.

Sempre que houver vacinas eficazes contra outros agentes biológicos a que os trabalhadores estão, ou poderão estar, expostos, o empregador deve fornecê-las gratuitamente.

Riscos Químicos

Deve ser mantida a rotulagem do fabricante na embalagem original dos produtos químicos utilizados em serviços de saúde.

Todo recipiente contendo produto químico manipulado ou fracionado deve ser identificado, de forma legível, por etiqueta com o nome do produto, composição química, sua concentração, data de envase e de validade, e nome do responsável pela manipulação ou fracionamento.

É VEDADO o procedimento de reutilização das embalagens de produtos químicos.

O local deve dispor, no mínimo, de:

a) sinalização gráfica de fácil visualização para identificação do ambiente, respeitando o disposto na NR-26;

b) equipamentos que garantam a concentração dos produtos químicos no ar abaixo dos limites de tolerância estabelecidos nas NR-09 e NR-15 e observando-se os níveis de ação previstos na NR-09;

c) equipamentos que garantam a exaustão dos produtos químicos de forma a não potencializar a exposição de qualquer trabalhador, envolvido ou não, no processo de trabalho, não devendo ser utilizado o equipamento tipo coifa;

d) chuveiro e lava-olhos, os quais deverão ser acionados e higienizados semanalmente;

e) equipamentos de proteção individual, adequados aos riscos, à disposição dos trabalhadores;

f) sistema adequado de descarte.

Os cilindros contendo gases inflamáveis, tais como hidrogênio e acetileno, devem ser armazenados a uma distância mínima de 8 metros daqueles contendo gases oxidantes, tais como oxigênio e óxido nitroso, ou através de barreiras vedadas e resistentes ao fogo.

Para efeito desta NR, consideram-se medicamentos e drogas de risco aquelas que possam causar genotoxicidade, carcinogenicidade, teratogenicidade e toxicidade séria e seletiva sobre órgãos e sistemas.

Toda trabalhadora gestante só será liberada para o trabalho em áreas com possibilidade de exposição a gases ou vapores anestésicos após autorização por escrito do médico responsável pelo PCMSO, considerando as informações contidas no PPRA.

Toda trabalhadora com gravidez confirmada deve ser afastada das atividades com radiações ionizantes, devendo ser remanejada para atividade compatível com seu nível de formação.

Os trabalhadores envolvidos na manipulação de materiais radioativos e marcação de fármacos devem usar os equipamentos de proteção recomendados no PPRA e PPR.

Para os recipientes destinados a coleta de material perfurocortante, o limite máximo de enchimento deve estar localizado 5 cm abaixo do bocal.

Os recipientes de transporte com mais de 400 litros de capacidade devem possuir válvula de dreno no fundo.

Em todos os serviços de saúde deve existir local apropriado para o armazenamento externo dos resíduos, até que sejam recolhidos pelo sistema de coleta externa.

Locais Para Refeição

 

local para refeição

 

Os estabelecimentos com até 300 trabalhadores devem ser dotados de locais para refeição, que atendam aos seguintes requisitos mínimos:

a) localização fora da área do posto de trabalho;

b) piso lavável;

c) limpeza, arejamento e boa iluminação;

d) mesas e assentos dimensionados de acordo com o número de trabalhadores por intervalo de descanso e refeição;

e) lavatórios instalados nas proximidades ou no próprio local;

f) fornecimento de água potável;

g) possuir equipamento apropriado e seguro para aquecimento de refeições.

Limpeza e Conservação

Os trabalhadores que realizam a limpeza dos serviços de saúde devem ser capacitados, inicialmente e de forma continuada, quanto aos princípios de higiene pessoal, risco biológico, risco químico, sinalização, rotulagem, EPI, EPC e procedimentos em situações de emergência.

Para as atividades de limpeza e conservação, cabe ao empregador, no mínimo:

a) providenciar carro funcional destinado à guarda e transporte dos materiais e produtos indispensáveis à realização das atividades;

b) providenciar materiais e utensílios de limpeza que preservem a integridade física do trabalhador;

c) proibir a varrição seca nas áreas internas;

d) proibir o uso de adornos.

Os serviços de saúde devem:

a) atender as condições de conforto relativas aos níveis de ruído previstas na NB 95 da ABNT;

b) atender as condições de iluminação conforme NB 57 da ABNT;

c) atender as condições de conforto térmico previstas na RDC 50/02 da ANVISA;

d) manter os ambientes de trabalho em condições de limpeza e conservação.

Agentes Biológicos

Os agentes biológicos são classificados em 4 classes de riscos:

Classe de risco 1: baixo risco individual para o trabalhador e para a coletividade, com baixa probabilidade de causar doença ao ser humano.

Classe de risco 2: risco individual moderado para o trabalhador e com baixa probabilidade de disseminação para a coletividade. Podem causar doenças ao ser humano, para as quais existem meios eficazes de profilaxia ou tratamento.

Classe de risco 3: risco individual ELEVADO para o trabalhador e com probabilidade de disseminação para a coletividade. Podem causar doenças e infecções graves ao ser humano, para as quais NEM sempre existem meios eficazes de profilaxia ou tratamento.

Classe de risco 4: risco individual elevado para o trabalhador e com probabilidade elevada de disseminação para a coletividade. Apresenta grande poder de transmissibilidade de um indivíduo a outro. Podem causar doenças graves ao ser humano, para as quais NÃO existem meios eficazes de profilaxia ou tratamento.

Materiais Perfurocortantes

Materiais perfurocortantes são aqueles utilizados na assistência à saúde que têm ponta ou gume, ou que possam perfurar ou cortar.

O dispositivo de segurança é um item integrado a um conjunto do qual faça parte o elemento perfurocortante ou uma tecnologia capaz de reduzir o risco de acidente, seja qual for o mecanismo de ativação do mesmo.

A adoção das medidas de controle deve obedecer à seguinte hierarquia:

a) substituir o uso de agulhas e outros perfurocortantes quando for tecnicamente possível;

b) adotar controles de engenharia no ambiente (por exemplo, coletores de descarte);

c) adotar o uso de material perfurocortante com dispositivo de segurança, quando existente, disponível e tecnicamente possível; e

d) mudanças na organização e nas práticas de trabalho.

 

 

Área controlada: área sujeita a regras especiais de proteção e segurança, com a finalidade de controlar as exposições normais, prevenir a disseminação de contaminação radioativa e prevenir ou limitar a amplitude das exposições potenciais.

Carcinogenicidade: capacidade que alguns agentes possuem de induzir ou causar câncer.

Descontaminação: remoção de um contaminante químico, físico ou biológico.

Desinfecção: processo de eliminação ou destruição de microrganismos na forma vegetativa, independente de serem patogênicos ou não, presentes nos artigos e objetos inanimados. A desinfecção pode ser de baixo, médio ou alto nível. Pode ser feita através do uso de agentes físicos ou químicos.

Mutagenicidade: capacidade que alguns agentes possuem de induzir mutações em organismos a eles expostos. Mutações são alterações geralmente permanentes na sequência de nucleotídeos do DNA, podendo causar uma ou mais alterações fenotípicas. As mutações podem ter caráter hereditário.

Patogenicidade: Capacidade de um agente biológico causar doença em um hospedeiro suscetível.

Teratogenicidade: Propriedade de um agente químico, físico ou biológico de induzir desenvolvimento anormal, gestacionalmente ou na fase pós-natal, expressado pela letalidade, malformações, retardo do desenvolvimento ou aberração funcional.

Transmissibilidade: capacidade de transmissão de um agente a um hospedeiro. O período de transmissibilidade corresponde ao intervalo de tempo durante o qual um organismo elimina um agente biológico para reservatórios ou para um hospedeiro.

Vetor: vetor é um organismo que transmite um agente biológico de uma fonte de exposição ou reservatório a um hospedeiro.

Vias de transmissão: percurso feito pelo agente biológico a partir da fonte de exposição até o hospedeiro.

A transmissão pode ocorrer das seguintes formas:

Direta: transmissão do agente biológico, sem a intermediação de veículos ou vetores.

Indireta: transmissão do agente biológico por meio de veículos ou vetores.

Virulência: É o grau de patogenicidade de um agente infeccioso.

Conclusão

Você conheceu os tópicos relevantes da NR 32. Para dominar segurança do trabalho de forma simples e objetiva, acesse o KIT APROVAÇÃO ST, seu guia prático para aprovação em concursos e atuar com confiança na área.